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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Retomando



Há alguns meses tenho pensado em retomar o processo de escrita. É uma ideia que tem se passado pela minha mente em diferentes cenários e contextos... Acho que desde dezembro de 2025 que a ideia está "no ar". Já me veio este pensamento com a intenção de simplesmente escrever algo como um diário (lembram? como faziam os Maias e os Astecas nas décadas de 80 e 90) ou também como algo mais "profissional" ao estilo Medium ou Substack (cheguei a cogitar também a ideia de utilizar o LinkeDisney, mas vejo tanta coisa lá que se parece com "auto promoção" [coisa que nunca nem fiz, diga-se de passagem! :P]).

Mesmo essa vontade tendo aparecido um bom par de vezes, eu tenho deixado ela de lado. Ora pensando "Tá, mas quem vai ler? Por que mais uma pessoa escrevendo coisas se a internet já está cheia?" (ainda mais agora, com as IAs Generativas), ora pensando que, se eu começar, que tem que ser algo foda, estado da arte, super diferente e inovador! Aí já me pego questionando "Mas quem sou eu na fila do pão pra isso?" ou "E se eu realmente fizer, onde vou fazer? Qual é a melhor plataforma? Qual é o meu 'propósito' com isso?". Todas questões válidas e, ao mesmo tempo, de certo modo, bastante limitantes.

Como eu acredito que nada nessa vida acontece por acaso, ontem essa ideia me surgiu novamente... Minha mente estava fervilhando entre mil e um assuntos, pulado entre ideias quase como um atleta de parcour salta entre os obstáculos. Eu estava realmente inspirado! Era o fim de uma viagem que foi meio trabalho, meio férias. Tinha visto um ex-colega de facultadade que não via há mais de 20 anos. Fomos convidados para nos hospedar na casa dele por uns dias. Conversamos e convivemos como se os 20 anos tivessem sido ontem, só que agora éramos pessoas totalmente diferentes e ainda igualmente muito iguais (talvez com algumas ruguinhas a mais). E meio que nesse fluxo de pensamentos saltitantes, ágeis e animados, decidi agir e enviar áudios para alguns amigos a quem tenho muitíssimo apreço, carinho e respeito. Um destes amigos foi o Thiago Viaro (se alguém estiver lendo isso vai reparar que foi ele quem fez um dos últimos comentários no meu último post aqui desta blog há míseros 16 anos atrás).

Bom, e cá estou eu de novo. De outubro de 2010 para maio de 2026, recomeçando algo que nem sei exatamente o que é e muito menos o porquê, mas vamos lá. Bem vindos de volta! ;)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Perguntas do dia-a-dia para o seu futuro

Vi esta lista de perguntas interessantes para acompanhar se o seu trabalho está alinhado com o legado que você quer deixar na sua vida para o mundo e todas as pessoas importantes pra você.

Pela manhã:
  • Por que eu acordei hoje?
  • Como estou me sentindo?
  • O que eu quero fazer agora?
  • Qual é a coisa mais importante que posso fazer hoje?

Antes de dormir:
  • O quanto me aproximei das minhas grandes metas de vida?
  • Quem eu ajudei hoje?
  • Quanto tempo usei fazendo coisas novas e criando?
  • Quanto eu me exercitei hoje?
  • O que eu quero fazer amanhã?

Fonte/inspiração: http://yfrog.com/41enyp

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Projeto 10^100 do Google

Lembra do projeto do Google 10^100?! (dez elevado na centésima potência)

Pois é, saiu o anúncio ontem e o Google recebeu nada menos que 150.000 idéias!!! :D

Depois de compilar esta "pequena" lista de idéias, eles agregaram as idéias e "reduziram" a 16 soluções diferentes para serem escolhidas. Tem idéias muito interessantes.

As votações vão até esta quinta-feira 8 de outubro de 2009 em http://www.project10tothe100.com/vote.html

Pensando em sustentabilidade e em responsabilidade social, eu a seguinte idéia focada em educação:

Make educational content available online for free

Education

Make educational and course materials more accessible online to students worldwide. Lots of educational content is not indexed or accessible on the public web. Various users have proposed finding ways to help content owners put formerly exclusive content online, including offline materials (lectures, textbooks, videotaped workshops) and limited-access materials (scholarly papers, research dissertations); help teachers themselves become more available online (access to online profs, 24/7 homework help, cross-country study groups); and to make all this material and academic help accessible through both computer and mobile platforms.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Melhorias para o sistema do IRPF

Como analista de sistemas, cidadão e contribuinte, é de minha responsabilidade contribuir para o desenvolvimento da sociedade e de cobrar a Administração Pública para que esta facilite a vida da população.

Após a divertida experiência de realizar a declaração do IRPF em 2009, iniciei um movimento com alguns amigos (também analistas de sistemas e computólogos) para criar sugestões de melhorias para o software de declaração de IRPF. Até o momento, sei de 8 pessoas que contribuíram com sugestões e encaminharam suas mensagens diretamente a Ouvidoria do Ministério da Fazenda via canal de comunicação para sugestões e reclamações disponibilizado.

É fato que o primeiro grande passo rumo à modernização do canal de declaração de renda já foi dado, disponibilizando aos cidadãos um aplicativo capaz de enviar as declarações em meio eletrônico. É indiscutível de que este foi um grande progresso em relação aos formulários em papel.

No entanto, o sistema de declarações parece mostrar alguns comportamentos e problemas que já poderiam ter sido sanados dada a maturidade do software.

Sendo assim, foi criada a seguinte lista de dúvidas e sugestões de melhorias para o software IRPF:
  • Ano novo, ferramenta nova: Por que o usuário deve baixar e instalar uma ferramenta nova a cada ano? Teoricamente, o modelo lógico da declaração de IR pode ser facilmente generalizado a ponto de criar uma ferramenta única (que poderia ser apenas atualizada a cada ano. De repente via XML mesmo, ou com um pequeno complemento). O download anual traz um desperdício de recursos (tempo do usuário, banda de internet, energia elétrica, ...)

  • Ferramenta online: A ferramenta poderia ser disponibilizada "online", sem a necessidade de download. Os usuários poderiam apenas salvar as suas informações na web nos próprios servidores da receita, assim a declaração poderia ser preenchida aos poucos e a base de dados estaria mais segura para o usuário do que em seu próprio computador, além do que a receita poderia ter um maior controle sob o processo de preenchimento da declaração. Existe a questão de disponibilidade dos servidores com o grande número de acessos. Isso poderia ser resolvido com janelas de tempo e prazos diferentes para intervalos de CPF (semelhante ao rodízio de placas em SP).

  • Usabilidade: No preenchimento de alguns campos as informações às vezes se perdem (a não ser que o usuário troque o foco do campo antes de trocar de formulário, por exemplo). Isso também ocorre para enviar a declaração. O software emite uma mensagem informando que a "declaração será fechada", entretanto não fica claro se ela será salva ou não.

  • Padronização: A cada ano, o sistema é instalado, por padrão, em diretórios diferentes: C:\Arquivos de Programas\IRPF... ou C:\Arquivos de Programas\Programas SRF\IRPF... e, no último ano, em C:\Arquivos de Programas RFB\IRPF2009. Isso confunde o usuário leigo e dificulta o processo de encontrar suas declarações dos anos anteriores;

  • Sistema intuitivo: O diretório "Transmitidas", aparentemente, não possui nenhuma funcionalidade no software deste ano. Nada é armazenado ali. No entanto, quando solicitamos a impressão de recibo, o programa dispara uma janela aberta neste diretório. O usuário, então, tem que descobrir por conta própria que os recibos são arquivos .REC que ficam salvos por padrão na pasta "Gravadas". Aliás, ao entrar nesta pasta, não aparecem os recibos disponíveis ali dentro. O usuário precisa clicar no botão "Selecionar", o que não é nada intuitivo, pois aparece um quadro vazio onde deveriam aparecer os arquivos .REC para serem selecionados (houve muitas reclamações de amigos e parentes mais "leigos" com relação a este item);

  • Formas de gravação: O usuário, ao fechar o aplicativo, não sabe se sua declaração foi gravada ou não. Também não fica claro por que existem duas formas de gravação: a automática e a "gravação para entrega à RFB". Por que o programa não se comporta como a maioria das aplicações, onde o usuário pode salvar seus arquivos clicando em um ícone de "disquete" ou é questionado se deseja salvar as alterações ao tentar sair do programa?

  • Clássico botão de gravar: Poderia ter, no menu "Arquivo", os clássicos itens "Salvar" e "Salvar Como";

  • Encapsulamento e o Receitanet: Por que existe um programa externo para enviar as declarações, o Receitanet? Por que essa funcionalidade não é encapsulada em um componente que possa ser integrado a todas as aplicações da RFB? Está aí mais um ponto que torna o processo de declaração mais penosa ao usuário leigo, tendo de baixar/instalar/operar um software adicional;

  • Declarações antigas, o trabalho manual: O usuário precisa comparecer a uma unidade da RFB para solicitar declarações antigas. Uma forma de autenticação poderia ser disponibilizada para que o cidadão tivesse um canal direto com a RFB, onde poderia consultar pendências, declarações e recibos anteriores, processos administrativos, etc. Isso desoneraria os servidores públicos para que se dedicassem a outras atividades mais nobres, como processar declarações complexas ou mesmo prestar um atendimento ao público de maior qualidade, visto que só casos mais complicados teriam de ser resolvidos na presença do contribuinte.

  • Funcionalidade: O usuário deve preocupar-se apenas em declarar sua renda e não em operar o software. Este deve ser o mais amigável possível, como uma espécie de gentileza pelo usuário estar prestando um serviço gratuito à Receita Federal, que é o de informá-la tudo que o Estado não foi capaz de apurar automaticamente (a tecnologia da informação, com algum esforço em médio prazo, já permitiria que fossem apuradas todas as pendências tributárias sem intervenção humana).

  • Atualização para versões novas: Ao tentar fazer uma declaração retificadora após o prazo final de entrega (30/04), o usuário deve baixar e instalar uma nova versão do programa. Faz sentido isso? Além da necessidade de se instalar numa nova versão a cada ano, agora o usuário também deve instalar uma nova versão apenas para enviar a retificação. São 11MB de download! Poderia existir uma forma mais simples de atualização na própria ferramenta (como na maioria dos software existe o menu "Ajuda -> Atualizações").

  • Didática do preenchimento: Poderia ser aprimorada a didática de preenchimento dos dados. Boa parte dos termos utilizados no programa são desconhecidos por pessoas de meu ciclo de relacionamento, que, teoricamente, possuímos algum nível de instrução.

Estas são apenas algumas sugestões simples e que poderiam melhorar bastante o sistema para o futuro.

Peço aos demais amigos e cidadãos responsáveis que façam sua parte encaminhando suas sugestões de melhoria e reforçando o pedido junto a Ouvidoria do Ministério da Fazenda. Vamos fazer algo de útil ao invés de simplesmente reclamar que "nada funciona" no Brasil.

Para aqueles que tem medo de "se expor" encaminhando uma mensagem ao Ministério, já que eles exigem nome completo e CPF no preenchimento da mensagem, por favor, encaminhe suas sugestões como comentário aqui no blog que eu repasso à Ouvidoria. ;)

PS: Agradeço, em especial, ao Francisco Amorim, pelas contribuições e pelo auxílio na redação deste post.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Fim da crise, produção, consumo e sustentabilidade

Empresas americanas começam a repor estoques
Excelente notícia! A economia está dando sinais de recuperação!
http://brasil.melhores.com.br/2009/04/empresas-americanas-come%C3%A7am-a-repor-estoques.html

Fim da crise + dúvida filosófica
Mas logo depois da euforia de ter lido a boa notícia, comecei a refletir sobre crise "financeira", produção e o consumo... Será que estamos vivendo apenas uma crise financeira mesmo?

A produção e o Consumo
A produção é o que faz o mundo e a economia girar. A produção só acontece pois existe consumo. Tudo o que se produz é consumido. E a idéia é se produzir e vender cada vez mais. Quando isso acontece os países crescem, o PIB aumenta, as empresas lucram, as pessoas tem emprego e podem consumir ainda mais... É um ciclo "infinto" de "crescimento".

Obsolescência programada e crescimento financeiro
Para manter este ciclo de crescimento econômico, muitas empresas criam seus produtos utilizando o conceito da obosolescência programada. Funciona mais ou menos assim: sabendo que se precisa vender cada vez mais e bater metas de crescimento, no momento de concepção e design do produto já se pensa em qual será a durabilidade do mesmo. Por exemplo, ao produzir carros, as montadoras já planejam que o puxador para abrir a porta do carro vai durar, em média, 2 anos, que o motor vai durar 8 anos, e por aí vai...

Vendas, vendas, venda$$$!!!
Ou seja, a empresa já cria o produto sabendo que ele irá durar até tal prazo. Sim, o produto vai estragar! Ele é planejado para isso. Assim as organizações produtivas conseguem planejar e saber que no futuro poderão vender novamente "o mesmo" produto para o mesmo cliente.

Legal, né?! Eu vendo hoje e tenho uma certa garantia de que, no futuro, meu cliente vai precisar comprar novamente o meu produto! É dinheiro na certa! :D

É isso aí! Vender cada vez mais! Bater records de produção e de consumo!

E o além-financeiro?!
Tudo isso é muito bonito do ponto-de-vista financeiro. Entretanto, como já é sabido, o planeta terra já está "pedindo água". Está dando sinais claros de aquecimento global, de crescimento populacional, de "falta" de comida (Lei da oferta e da demanda: as commodities agrícolas estão cada vez mais caras.), derretimento das calotas polares, tsunamis, a AIDS na África, os milhares de pessoas que morrem de fome e doenças... Estas crises são muito maiores do que a atual crise financeira e já existiam desde antes...

Conclusão: Sustentabilidade
Provavelmente eu seja a milionésima pessoa pensar a respeito disso e falar do assunto. É algo que está aí, acontecendo, no dia-a-dia. É algo que muitos comentam e poucos fazem algo de concreto para mudar. É algo insustentável no "mais do que longo" prazo. É algo que já está afetando as pessoas hoje e que afetará muito mais daqui a 100 anos. E qual é a solução para isso tudo? Bom, novamente serei o milionésimo a falar: é a
SUSTENTABILIDADE. Aquela que aborda os pontos-de-vista financeiro (resultados), responsabilidade social (pessoas e paz) e ambiental (natureza). Vale a pena ler a respeito.

Perguntas filosóficas
Quem se importa com 100 anos a frente?
O que vem antes: a produção para vender mais ($$), ou o desejo de consumir?
O que é mais forte: a ganância individual ou o bem comum?
Quantos estão fazendo algo de concreto para tentar mudar esse cenário para melhor?
O que realmente vai ter mudado após o final da crise financeira?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Qual é a coisa mais importante a ser feita todos os dias?

Pense a respeito por um momento...

Antes de você continuar a ler, escreva o que você acredita no papel.

Olhe para as palavras que você colocou no papel.

Qual é a coisa mais importante a fazer todos os dias?

E se essa coisa é tão importante assim, quanto tempo você se dedica a ela?

E se você se dedicar ainda mais tempo, o quanto melhor seria a sua vida?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A nova escola

Atualmente o método de ensino (ao menos nos locais onde estudei) é extremamente genérico e padronizado. Os mesmos assuntos são ensinados da mesma forma durante o mesmo tempo para pessoas diferentes, que raciocinam e aprendem de maneiras distintas. É conhecido modelo com professor, sala de aula, quadro negro, lista de presença e provas. Este método tem seus aspectos positivos, pois facilita na preparação da aula, facilita a vida do mestre, facilita a massificação do ensino e, de certa forma, mantém um mínimo "padrão de qualidade".

Apesar destes pontos positivos, que agilizaram a disseminação do ensino até os dias de hoje, existem algumas linhas que sugerem mudanças na metodologia do ensino de modo que este seja mais personificado de acordo com as características de cada pupilo. A idéia é ensinar de uma maneira bem direcionada às vontades e objetivos de cada pessoa, onde o aluno tem liberdade para escolher aprender o que gosta e tem seus talentos individuais são valorizados. Agregue a isso um plano de aprendizado individual e direcionado de acordo com a capacidade do indivíduo (considerando que pessoas diferentes aprendem de formas diferentes e em tempos diferentes) e orientado por um mestre/mentor.

Para alguns pode parecer algo revolucionário modificar tão fortemente a forma de ensinar, mas se formos analisar mais de perto, as metodologias de ensino pouco evoluíram nos últimos tempos em comparação com as evoluções tecnológicas e empresariais, por exemplo. Mesmo com os diversos benefícios trazidos pelas novas tecnologias, como a internet, a multimídia, os computadores e os projetores, a metodologia continua a mesma: um professor, muitos alunos, informações generalizadas e empacotadas para uma turma, e, simplesmente, "jogadas" (apresentadas) para o aluno...

Será que este modelo impessoal de "linha de produção" é a melhor forma para se ensinar e para se aprender com qualidade?

Trabalhar só 4h por dia...

Imagine como seria se você trabalhasse apenas quatro horas diárias? Parece pouco tempo?! Bom, estou falando de 4 horas TRABALHANDO e gerando resultados concretos!

Agora imagine que você teria 4 horas a mais no seu dia para ficar com o seu filho, para resolver suas atividades, para praticar esportes, para ir ao banco, para cuidar de sua saúde, para namorar, ou para fazer o que quer que você tenha vontade e acredite ser bom...

Como seria o seu trabalho durante as quatro horas? Não seria muito mais motivante? Mais direcionado? Mais bem feito?

Será que isso é possível? Reduzir a carga horária de trabalho, deixar mais tempo para as pessoas e manter um bom salário? Você se sentiria mais motivado? As empresas estariam preparadas para uma mudança tão dramática de cultura?

Eu acredito fortemente que sim e estou disposto a testar isso daqui pra frente.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Respansabilidade + Desafios vs Conforto

Uma vez aprendi na AIESEC que responsabilidade consiste da habilidade em dar respostas (do inglês response + ability). Respostas no sentido de assumir compromissos e de ser capaz de responder por eles. Seria algo parecido com o termo accountability em inglês (prestar contas, responsabilização...).

Engraçado... eu que "sempre" fui mais do pensar e do planejar estou numa fase de assumir mais responsabilidades e de fazer as coisas acontecer, agir!

Contextualizando um pouco: estou há 3 semanas trabalhando como único consultor alocado diretamente num novo cliente. Entrei lá no processo de implantação de uma nova versão de um novo sistema que (até então) eu desconhecia, numa área de negócio nova (securitização) e num ambiente de software novo (Microsoft), com a aplicação desenvolvida numa tecnologia nova por uma equipe de outra cidade que eu ainda desconheço...

Junte ao cenário acima uma série de problemas para resolver no sistema (tanto na versão nova quanto na atual), o processo de implantação da nova versão e as cobranças constantes do cliente ao pé do seu ouvido. Para minha pessoa, isso é um GRANDE desafio, que inicialmente gerou um certo desconforto. Muitas vezes eu sequer sabia por onde começar: "o que é mais importante?! sistema atual ou sistema novo? qual usuário tem prioridade?"... , não sabia a quem recorrer, não sabia como resolver aquele problema que era "para ontem"... foi fóda.

Passadas 3 semanas e já me sinto mais tranquilo e apto para resolver os problemas. Sinto que estou me habituando e superando aqueles fatores desconfortáveis do contexto inicial: desconhecimento, incertezas e mudanças.

O mais engraçado foi o fato de todas essas mudanças "me incomodarem", pois, muitas vezes, eu me incomodava justamente com o oposto: quando estava numa situação de trabalho/cliente/ambiente confortável demais, andando devagar, fazendo sempre as mesmas coisas, aprendendo pouca coisa nova, seguindo no blá blá blá técnico e agregando pouco ao negócio.

Me pergunto: "como faço para me sentir deconfortável com algo que eu acreditava que poderia ser muito melhor (as mudanças)???". Então cheguei a conclusão de que existe um ponto de equilíbrio. Um ponto onde se tem segurança e conhecimento básico para tomar decisões e resolver os problemas, mas que ainda se tem bastante a aprender e muitos desafios pela frente. Faz sentido?!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Eis o segredo do sucesso!

Táí, pessoal!

Concluindo a odisséia em busca do sucesso, chegamos na seguinte fórmula secreta:

Paixão + Planejamento + Mudança = Sucesso!

Bah! Me emocionei! Eu deveria patentear isso! Bom, levando em consideração que o INPI leva até 7 anos para conceder uma patente... Acho que vou ficar sem patente mesmo. Além do mais, esta idéia provavelmente já deve existir há séculos! :P

O 3º elemento da fórmula do sucesso!

Mudança: Inicialmente, eu havia nomeado este item de "Inovação". Só que a buzzword inovação está tão na moda que a fórmula do sucesso ia parecer mais um jargão com o "blá blá blá" de mercado. (Como se o nome "A fórmula do sucesso" já não o fosse, hehehe! :P)

Mudança é algo atemporal, é essência de vida (alguém aqui lembrou da Olina?). Além de morrer e de viver, passar por mudança(s) é a única coisa que certamente irá acontecer enquanto houver vida. Ela traz experiência, aprendizado. Faz a pessoa se sentir mais viva e feliz!

Pensa comigo: (1) te faz mais feliz uma atividade rotineira que tu repete frequentemente (como uma rotina de trabalho, por exemplo), ou (2) tu recorda com mais alegria dos momentos bizarros e excêntricos (como uma viagem para um lugar novo ou um evento completamente diferente daquilo com que tu está acostumado)?

Além disso, mudança pode trazer a melhoria contínua (kaizen) e a inovação. Considerando aqui que inovação é fazer coisas de um jeito novo, diferente e melhor.

terça-feira, 24 de junho de 2008

E agora?

Conversei agora com o Prof. Nique sobre o MBA em Gestão Mercosul-Europa. É um programa intercultural com 2 anos de duração onde estudarão alunos do Brasil, França e Rússia. As aulas serão todas em inglês. Estudaremos 3 meses aqui depois 4 meses lá. Depois disso, os Brasileiros trabalham de 4 a 6 meses numa empresa de lá, enquanto que os Franceses trabalham em empresas daqui. Ao final desta etapa, o aluno deve escrever uma monografia relatando a experiência do estágio e defendê-la perante uma banca com professores dos 3 continentes.

Além disso, o curso oferece aulas de inglês, francês e português (aqui no Brasil) e aulas de inglês, francês, mandarim, russo e português lá na França. A turma prevê 25 alunos, sendo 10 do Brasil, 10 da França e 5 da Rússia. No final, se obtém um diploma UFRGS - universidade do interior da frança que esqueci o nome, e outro da universidade de Paris (a qual também esqueci o nome).

Tudo parece muito lindo. Entretanto, é preciso lembrar que existe o custo de vida europeu envolvido aí. Seria algo em torno de EU$ 700,00 por mês para viver legal num JKzinho, com comida e um pouco de grana para conhecer o país. Tem as passagens de ida e volta para o velho mundo e os singelos EU$ 9k da pós...

E agora???

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Inovação no Brasil...

O trecho abaixo sobre pedidos de patentes é de derrubar os butiás do bolso!

Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Região Sudeste foi responsável por 79% dos depósitos de patente realizados entre 2000 e 2004. A Unicamp respondeu, sozinha, por 232 depósitos – quase 30% do total. Para Elisa, o Brasil avançou bastante no desenvolvimento das pesquisas. “Hoje, as empresas de fomento não têm mais interesse na titularidade da pesquisa, mas sim no resultado”, destaca. Entretanto, o país ainda precisa superar alguns desafios. Entre eles, o de gerar capital intelectual nacional. Atualmente, os estrangeiros depositam quase 70% dos pedidos de patentes realizados a cada ano, no Brasil. “O Brasil produz, mas não declara essa produção nem no próprio país”.

Resumindo a brincadeira:
- O Brasil teve apenas 774 pedidos de patente em 5 anos (entre 2000 e 2004).
- Destes, 542 foram de estrangeiros (70%!!!)
- Nestes mesmos 5 anos, apenas 232 dos pedidos são de brasileiros...
- Por ano, são irrisórios 155 pedidos de patente em todo o Brasil!
- O pior de tudo: os brasileiros fazem míseros 47 pedidos de patente ao ano!

Quantas empresas existem no Brasil? Só de PMEs tem mais de 1 milhão! Triste saber que mesmo com toda essa quantia de empresa só registramos 47 pedidos de patente em um ano! Ainda se não houvesse investimento... Só o FINEP está liberando R$ 450.000.000,00 num programa de subvenção econômica para inovação apenas em 2008! Já está na hora deste cenário mudar! Acorda, Brasil!!!

Retomando

Há alguns meses tenho pensado em retomar o processo de escrita. É uma ideia que tem se passado pela minha mente em diferentes cenários e con...